24/11/2011 14:19:00
Este modelo foi o mais produzido pelo fabricante norte-americano, no total foram entregues 592 exemplares
por Santiago Oliver
O Boeing KC-97 Strotanker foi uma variante destinada ao eabastecimento em voo, derivada do transporte C-97 tratofreighter, que, por sua vez, foi baseado no B-29. O avião original foi muito modificado, sendo equipado com os
tanques de combustível, tubulações e o boom necessários para a sua nova missão. O enorme andar superior podia transportar carga de grande tamanho, que entrava por uma larga porta de carga localizada do lado direito da fuselagem, e o combustível para reabastecer os jatos era transportado em tanques no andar inferior. Ambos os andares eram pressurizados e aquecidos a fi m de permitir as operações em grande altitude. Ele foi sucedido pelo KC-135.
O C-97 havia sido desenvolvido quase no fi nal da Segunda Guerra Mundial instalando uma fuselagem maior sobre uma fuselagem com as asas, cauda e motores que eram essencialmente os do B-50 Superfortress. As principais diferenças com o avião comercial 377 Stratocruiser eram o radome do radar instalado sob o nariz, o boom de reabastecimento e os motores a jato sob as asas.
O protótipo XC-97 estava equipado com quatro motores a pistão Wright R-3350 com potência unitária de 1 640 kW (2 200 hp). Ele possuía duas grandes portas sob a cauda, que abriam para os lados, uma rampa que podia ser abaixada somente no solo (impedindo o lançamento araquedistas) e um guincho para ajudar nas operações de carga e descarga.
A USAF começou a operar o KC97 em 1950. Ela comprou do fabricante, 816 dessas aeronaves, mas apenas 74 da versão cargueira C-97 que utilizava motores a pistão, alimentados à gasolina, enquanto o KC tinha, além deles, dois motores a jato que funcionavam a querosene, para serem usados nas
missões de reabastecimento.
Esses aviões-tanque foram vitalmente importantes para as operações mundiais dos bombardeiros estratégicos Boeing B-47 e Stratojet. Um exemplo foi o apoio aos voos de reconhecimento da Base Aérea de Thule, no Ártico. A operação desses complexos aviões em temperaturas de -40ºC foi um verdadeiro triunfo. A navegação nas condições do Ártico exigia uma grande habilidade.
Embora fosse um avião-tanque, as baixas velocidade e altitude operacionais do KC-97 complicavam as operações de reabastecimento de aeronaves a jato. Normalmente, os Boeing B-52 Stratofortress abaixavam os fl aps e as pernas traseiras do trem de pouso para diminuir o suficiente a sua velocidade para poderem ser reabastecidos pelos KC-97. Além disso, uma operação típica de reabastecimento dos B-52 poderia incluir uma descida que permitisse aos dois aviões manterem uma velocidade mais alta.
No início dos anos 1960, o TAC (Tactical Air Command ou Comando Aerotático, em português) da Força Aérea dos EUA acrescentou motores a jato retirados dos KB-050 para criar os KC-97L.
Esses motores aumentaram o desempenho dos KC-97 tornando-os mais compatíveis com os aviões a jato.
Em 1956, o SAC (Strategic Air Command ou Comando Aéreo Estratégico, em português) começou a retirar de serviço os KC-97 e substituílos pelos KC-135. Os Stratotanker continuaram a operar no TAC e nas unidades da Reserva da
Força Aérea e da Guarda Aérea Nacional. Eles foram finalmente desativados em 1978, quando as Guardas Aéreas do Texas e de Utah trocaram seus KC-97L por Lockeed C-130 Hercules e Boeing KC-135, respectivamente.
Karina Bernardino